BRF e Cyrela voltam a ter lucro e Log-In faz oferta de ações | Empresas

Trata-se de um desempenho bastante superior ao registrado no mesmo intervalo de 2018, quando a dona das marcas Sadia e Perdigão teve um prejuízo de R$ 798,9 milhões. No ano passado, a BRF sofria com efeitos da excesso de oferta de carne de frango e do embargo da União Europeia, que vetou os produtos da empresa depois da terceira fase da Operação Carne Fraca.

Nesse cenário de retomada, a BRF teve uma receita líquida de R$ 8,5 bilhões no terceiro trimestre, aumento de 8,4% na comparação com os R$ 7,8 bilhões do mesmo período do ano passado. No Brasil, a receita líquida aumentou 6,3%, totalizando R$ 4,4 bilhões.

Na mesma base de comparação, o preço médio dos produtos vendidos pela BRF em todo o mundo aumentou 10%. Em contrapartida, o volume vendido globalmente caiu 1,4%. No Brasil, principal mercado da companhia, a queda do volume comercializado foi de 1,7%. O preço médio dos produtos da Sadia e Perdigão no mercado nacional aumentou 8,1%.

A transportadora de cargas Log-In vai fazer oferta de 38 milhões de novas ações. Pelo valor de fechamento de ontem, de R$ 20,23, seriam R$ 768,7 milhões.

A empresa de transporte marítimo e fluvial fará uma assembleia dia 12 para aprovar o aumento do limite do capital autorizado. Atualmente são 59,6 milhões de ações e um capital social de R$ 698,3 milhões.

As ações da empresa valorizaram-se quase 160% neste ano, e o valor de mercado era de R$ 1,21 bilhão ontem.

Os recursos captados serão para comprar navios para cabotagem, investimentos no Terminal Vila Velha e investimentos na melhoria e padronização dos serviços rodoviários.

O preço fixado por ação deve ser anunciado em 21 de novembro e o início das negociações das ações na B3 é previsto para 25 de novembro.

A Cyrela reverteu o prejuízo líquido do terceiro trimestre do ano passado e registrou lucro líquido de R$ 104,4 milhões de julho a setembro.

A receita líquida cresceu 29%, para R$ 934,7 milhões. A margem bruta passou de 28,3%, no terceiro trimestre de 2018, para 30,9%.

Os lançamentos devem superar, neste ano, o patamar de R$ 4 bilhões. A incorporadora não projeta elevar lançamentos em 2020 em relação a 2019.

A B3 encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido recorrente de R$ 851 milhões, com alta de 38,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado contábil foi de R$ 719,6 milhões, expansão de 54,6% em 12 meses.

A receita total atingiu R$ 1,706 bilhão no terceiro trimestre, crescimento de 34,1% sobre o mesmo período do ano passado. O aumento foi puxado especialmente pelo segmento listado. Com alta de 58% em um ano, a receita nessa linha alcançou R$ 1,136 bilhão, ou 66,6% do total.

A Gafisa reduziu prejuízo líquido em 94%, no terceiro trimestre, na comparação anual, para R$ 1,7 milhão.

Como a companhia lançou empreendimentos e as vendas líquidas tiveram queda de 78%, para R$ 29,8 milhões, a receita líquida caiu 62%, para R$ 89,2 milhões. A retomada de obras e a consequente contabilização desse avanço na receita evitou que a retração do indicador fosse maior.

Os distratos diminuíram 80%, para R$ 10,2 milhões.

A CVC Brasil Operadora e Agência de Viagens registrou lucro líquido de R$ 79,5 milhões no terceiro trimestre de 2019, uma queda de 3,6% sobre os R$ 82,5 milhões apurados no mesmo trimestre de 2018. O resultado é o atribuído aos sócios controladores, base para a distribuição de dividendos.

A companhia informou uma receita líquida de R$ 449,6 milhões no terceiro trimestre, alta de 8,3% ante os R$ 414,8 milhões de um ano antes.

As despesas operacionais passaram de R$ 250,4 milhões no terceiro trimestre de 2018 para R$ 316,7 milhões no mesmo período de 2019, alta de 26,4%.

A Construtora Tenda registrou no terceiro trimestre um lucro líquido de R$ 64,6 milhões, estável em relação ao mesmo período de 2018.

A empresa de shopping centers Iguatemi registrou lucro líquido de R$ 86 milhões no terceiro trimestre de 2019, uma alta de 33% na comparação com o mesmo período do ano passado. A receita, também em base anual, avançou 2,7%, para R$ 182,4 milhões.

O resultado líquido da empresa foi beneficiado por uma receita operacional de R$ 39,5 milhões, devido à venda de fração para a construção de torres residenciais no Iguatemi Esplanada e no Iguatemi Rio Preto, de R$ 20,1 milhões, e venda da participação no Iguatemi Caxias, R$ 13,6 milhões.

Além disso, o conselho de administração da Iguatemi aprovou a oitava emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, em série única, no montante de R$ 240 milhões.

Serão emitidas 240 mil debêntures, com possibilidade de cancelamento de 40 mil, com valor unitário de R$ 1 mil.

A remuneração será de 100% da taxa DI, mais taxa de 0,30% ao ano.

A Marisa Lojas obteve no terceiro trimestre um prejuízo de R$ 76 milhões, um aumento de 43% em relação à perda de R$ 53,1 milhões registrada no mesmo período de 2018.

A fabricante de produtos de cobre Paranapanema encerrou o terceiro trimestre de 2019 com lucro líquido de R$ 140,1 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 18,8 milhões no mesmo período do ano passado.

A Unidas obteve lucro líquido de R$ 86,5 milhões no terceiro trimestre de 2019, 42% superior ao mesmo período do ano passado, impulsionada pela alta de 52% da receita líquida, para R$ 1,26 bilhão.

Deste total, a receita com o negócio de aluguel de veículos teve um avanço de 33%, para R$ 547,2 milhões, e com a venda de seminovos elevou-se 70%, para R$ 711 milhões.

O lucro da Ser Educacional recuou 36% no terceiro trimestre, na comparação anual, para R$ 23,8 milhões, influenciado pelo aumento das despesas operacionais e pela piora do resultado financeiro.

A receita da empresa cresceu 1%, na mesma base de comparação, para R$ 288,9 milhões. Com a queda de quase 3% nos custos, a margem bruta da Ser melhorou, indo de 52,8% para 54,6%.

Na parte operacional, no entanto, houve piora, devido ao aumento de 11,7% nas despesas, para R$ 110,4 milhões. A margem operacional, indicador que mede a relação entre o resultado das operações e a receita, recuou de 18,22% para 16,35%.

O prejuízo financeiro líquido aumentou, indo de R$ 12,9 milhões para R$ 21,7 milhões, com a queda da receita e o aumento das despesas.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) avançou 9,2%, para R$ 77,5 milhões.

A BK Brasil, dona dos restaurantes Burger King e Popeyes, registrou no terceiro trimestre um lucro líquido de R$ 5,4 milhões, um recuo de 80% em relação aos R$ 27 milhões apresentados no mesmo período de 2018.

A empresa também informou ontem a renúncia do presidente do conselho de administração Guilherme de Araújo Lins.

A seguradora SulAmérica registrou lucro líquido de R$ 245,4 milhões no terceiro trimestre, resultado 4,6% superior ao apurado no mesmo período de 2018.

O segmento de seguro saúde e odontológico, o maior da SulAmérica, teve receita operacional no terceiro trimestre de R$ 4,446 bilhões — volume 10,8% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Já o seguro auto, que foi vendido para a Allianz, apurou receita no período de R$ 981,8 milhões — alta de 8,4% na comparação com o mesmo período de 2018.

Hoje, após o fechamento do mercados, Alpargatas, M.Dias Branco e Tecnisa reportam seus números do terceiro trimestre de 2019.

O conselho de administração do Carrefour Brasil aprovou, em reunião realizada em 30 de outubro, a emissão de R$ 1 bilhão de debêntures simples, não conversíveis em ações.

Segundo comunicado da companhia, a terceira emissão de debêntures do Carrefour será dividida em três séries, com o valor unitário do papel de R$ 1 mil.

O conselho de administração da Embraer elegeu Antonio Carlos Garcia como novo diretor financeiro e de relações com investidores, substituindo Nelson Krahenbuhl Salgado, que assumirá a diretoria de operações. As mudanças passam a valer a partir de 2020.

A BR Properties firmou com a Promontoria Imóveis contrato para a venda de 12 imóveis comerciais por R$ 610,2 milhões.

A Dasa, maior grupo de medicina diagnóstica do país, se juntou à Ímpar, rede dona de cinco hospitais como Santa Paula e Nove de Julho, em São Paulo. Ambas as empresas pertencem à família Bueno.

Para operacionalizar a transação, foi criada uma holding que será formada pelas duas empresas. Pedro Bueno, atual presidente da Dasa, será o presidente.

A Linha Amarela (Lamsa), controlada da Invepar, obteve decisão judicial determinando que a Prefeitura do Rio de Janeiro se abstenha de prosseguir com a retomada da linha amarela e de qualquer medida que impeça a prestação de serviços pela Lamsa, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

(Conteúdos publicados originalmente no Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor)